Inovações e Sucessões do Hospital Vera Cruz

Innovations and Successions of the Vera Cruz Hospital (Campinas, SP, Brazil).

Por Fernando Antonio Abrahão – historiador, pesquisador. Titular da Cadeira Nº 11 e presidente do IHGG Campinas,

Ema Elisabete Rodrigues Camillo – socióloga, pesquisadora do Centro de Memória – Unicamp.

História de empresas ou de negócios é uma disciplina necessária para a compreensão do desenvolvimento econômico. Foi criada no início do século XX para estudar os elementos e a estrutura do capitalismo.

O Centro de Memória – Unicamp foi pioneiro nessa área acadêmica. Desde sua fundação reúne e disponibiliza vários arquivos empresariais: hospitais Santa Casa e Irmãos Penteado, Banco Comind, metalúrgica Lidgerwood, Companhia de Agricultura, Imigração e Colonização (CAIC), entre outros. O projeto com o Hospital Vera Cruz (finalizado em 2000) foi o primeiro a resultar na criação de um centro de documentação e museu nas dependências próprias da empresa, que passou a conservar suas origens e sua trajetória. Apresentamos a nossa síntese.

O Vera Cruz inicia em 30 de julho de 1943, com a aquisição do Hospital Stevenson, este fundado pelo oftalmologista Carlos Penteado Stevenson, em 1927. O grupo comprador constituía-se originalmente de 10 médicos: Alfredo Gomes Júlio, Azael Álvares Lobo, Januário Pardo Meo, Manuel Dias da Silva, Paulo Mangabeira Albernaz (que teve antiga participação societária com Carlos Stevenson), Riolando da Silva Ferreira, Vicente Benedito da Silva, Roberto Rocha Brito, Hermas de Carvalho Braga. Carlos Stevenson associou-se a eles. Os sócios cotizaram 15% do total monetário para a parcela de entrada. Os demais 85% deveriam ser pagos em até cinco anos, com acréscimo de juros e correção monetária.

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“… Hospital Stevenson foi adquirido por Cr$820.000,00 (oitocentos e vinte mil cruzeiros), de que cada sócio incorporador entrou com Cr$12.000,00 (doze mil cruzeiros), totalizando Cr$120.000,00 (cento e vinte mil cruzeiros) … Fica o vendedor com haver de Cr$700.000,00 (setecentos mil cruzeiros), sobre que pagarão os compradores os juros anuais de 8% em quotas mensais. Até o dia da entrega o Dr. Carlos Stevenson fica responsável pelo ativo e pelo passivo do Hospital Stevenson. O material e o mobiliário serão recebidos de acordo com o último balanço, efetuado no dia 31/12/1942.” (ATA de 30/07/1943).

O prédio contava com 30 leitos. Logo, os sócios decidiram pela necessidade de ampliação e contrataram os serviços de Vitorio Bolognini & Irmão para a pintura geral e alvenaria, da firma Erbolato para a carpintaria e de Octavio Papaiz para os estuques. A reforma elevou a capacidade para 46 leitos.

A integralização do capital subscrito no contrato social – de Cr$100.000,00 por sócio –  foi antecipada de 1948 para maio de 1945, quando a Sociedade quitou seu débito com Carlos Penteado Stevenson.

Os esforços econômicos foram recompensados com a elevação da média mensal de 70,6 pacientes internados no último trimestre de 1943, para 91,6 ao final de 1944. Esse acréscimo motivou o acordo com a Caixa de Aposentadorias e Pensões (CAP) da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, na época a maior empresa de Campinas. A média mensal saltou para 135,5 pacientes no biênio 1945-46 e a demanda indicou a necessidade de nova ampliação.

As obras iniciaram em outubro de 1946, com a cotização de capital, também, dos novos sócios Antonio Pires Barbosa, Ademar Jürgensen, José Aboim Gomes, Clemente Holtmann, João Ferreira Jorge e Olímpio Miranda Filho, que ingressaram após o egresso de Riolando Ferreira da Silva, por motivos particulares. A média mensal de pacientes internados durante o período das obras manteve-se crescente (142,9), saltando após a reinauguração, em setembro de 1948, quando atingiu 163 internações no biênio 1949-50.

Dois fatos tristes abalaram a comunidade, em 1951. Primeiro, o falecimento do diretor clínico, Hermas Braga, a 22 de maio. Além de líder do grupo, o renomado cirurgião, ginecologista e obstetra fora, ainda, presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC), presidente do primeiro Rotary Club, vereador e presidente da Comissão de Assistência e Saúde da Câmara Municipal. O segundo evento sinistro foi o desabamento do Cine Rink, a 16 de setembro, um sábado de matinê. A atuação dos médicos, enfermeiros e funcionários do Vera Cruz no atendimento às vítimas foi destacada pela Prefeitura e pela imprensa.

Em 1957, a sociedade adquiriu a propriedade contígua ao Hospital. Saibam que o imóvel, quando pertencente a Armando Rocha Brito, teve sua terça parte adquirida por Carlos Stevenson, em 1927, para construir justamente o Hospital Stevenson, que deu origem ao Vera Cruz. Agora, o bem pertencia à Diocese de Campinas e servia de palácio episcopal, a residência do Bispo.

O maior espaço físico propiciou, em 1961, a inauguração do serviço de pronto atendimento. A iniciativa partiu de Irmo Huberto Morelli (ortopedia), Carlos Frazatto Júnior – criador, também nessa época, do serviço de cirurgia do tórax, do coração e de grandes vasos – Nyder Rodriguez Otero (cardiologia clínica). Além dos médicos citados, participaram ativamente do PS os especialistas José Manoel de Siqueira (clínica geral), Alberto Lucena (ginecologia), Valdaier Arouca (pediatria), entre outros. Com o aumento dos atendimentos de pediatria, houve a necessidade de criação de um centro de terapia intensiva, que foi concebido e administrado pelos especialistas André Morais, Roberto Gaspareto e Carlos Cornacchia.

Desde o início da década de 1960, portanto, o Hospital Vera Cruz se apresentava bem estruturado. Com o sucesso, o grupo primitivo dos 10 fundadores crescera para quase 30 colaboradores. Porém, a única maneira de satisfazer os anseios dos agregados e alavancar economicamente a empresa era transformá-la em sociedade anônima.

Identifica-se uma proposta dessa alteração ainda em 1946, quando do ingresso de novos sócios após a saída de Riolando da Silva e a venda de suas cotas (ATA de 09/08/1946). Decerto, a promulgação do Decreto-Lei nº 2.627 pelo presidente Getúlio Vargas, em 26/9/1940, revigorara as disposições de constituição de sociedades anônimas, que até então se submetiam ao controle do governo central, estabelecido 90 anos antes com a Lei nº 556, de 25/7/1850. Ainda que as recentes condições favorecessem realmente aos empreendedores, a maioria dos associados do Vera Cruz optou, naquele momento, pela manutenção da modalidade jurídica original.

A transformação finalmente ocorreu em janeiro de 1962, quando foi criada a Sociedade Hospital Vera Cruz S/A. Naquele ato foram subscritas 13.272 ações, distribuídas entre 27 acionistas. Dessas, Vicente da Silva, Manoel Dias da Silva, Alfredo Gomes Júlio, Roberto Rocha Brito e Paulo Mangabeira Albernaz, juntos, detinham 8.686 (65,5%). Os demais acionistas eram: Ademar Jürgensen; Alcides Gomes de Miranda, Arlindo de Lemos Júnior, Arsenio Osvaldo Sevá, Azael Lobo, Carlos Stevenson, Cícero Wey Magalhães, Clemente Holtmann Júnior, Edilberto Pereira da Silva, Eduardo Pereira Almeida, Horácio Costa Júnior, João Jorge, João Ferreira Neves, José Álfio Piason, José de Angelis, José Ozamys Aboin Gomes, Manoel Rios Muraro, Mário Matalo, Mário Fonseca Peres, Max de Almeida Franco, Olímpio Miranda Filho e Riolando da Silva (ATA de 12/01/1962).

A criação do Plano de Saúde próprio

Ademais do quadro de excelência acima delineado, observa-se o grupo formado por Irmo Morelli, Nyder Otero, Frazatto Jr., Joaquim Negreiros Passos, Roque José Balbo, Aldo Moscoso da Gama e Silva, John Lane e Eduardo Lane ausentes da lista de presentes na reunião de fundação da S/A. Nenhum deles adquiriu ações da nova sociedade. Porém, o grupo procurava propostas plausíveis para investir. A busca os levou ao conhecimento de um sistema inovador, aplicado pelo Hospital Silvestre do Rio de Janeiro, que consistia na gestão de um plano de saúde dirigido à população em geral.

Em dezembro de 1964, os sócios vislumbraram o negócio inédito em Campinas. Reuniram-se Adhemar Jürgensen, Aldo Moscoso, Augusto Afonso Ferreira, Carlos Frazatto Junior, Eduardo Lane, Irmo Morelli, Joaquim Passos, John Lane, José Albuquerque, Laércio Lobo de Moraes, Luiz Gastão Mangabeira Albernaz, Nyder Otero e Roque Balbo. A sessão foi presidida por John Lane. Foi deliberada a fundação de uma associação de médicos destinada a solucionar o problema do atendimento médico-hospitalar de alto padrão. Assim fundou-se a Vera Cruz Sociedade Civil, cujos estatutos foram aprovados e publicados.

Os novos médicos, agora cotizados, contrataram uma consultoria para a implantação do sistema, que passou a funcionar em 17/2/1965, com os serviços de negociação de dois tipos de títulos de garantia – o individual e o familiar.

Todavia, a implantação da Sociedade Civil descortinou grave quadro de dissensão, pois nem todos os membros da diretoria, notadamente os acionistas majoritários do Hospital, colocaram suas ações à venda e aderiram à nova empresa e ao novo sistema de atendimento. Liderado por Roberto Rocha Brito, esse grupo conquistara um espaço de poder e decisões que dificilmente seria partilhado. Os membros dessa aliança encontravam-se em situação sólida, estável e argumentavam que sua adoção, sob as condições previstas, resultaria na diminuição de pacientes. Por sua vez, liderados pelos irmãos John e Eduardo Lane, os médicos jovens defendiam o plano de saúde como o futuro da assistência médica.

O tempo não reverteu o quadro de divergência. O grupo em ascensão contra-atacou. Provocado, Roberto Rocha Brito reagiu com uma carta dirigida ao presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), solicitando da congregação um parecer que respaldasse a sua resolução de participar da nova Sociedade com a condição de manter a exclusividade do exercício da sua especialidade.

Em janeiro de 1966, a diretoria do Vera Cruz convocou seus associados para discutirem o parecer do consultor jurídico da APM, Antônio Costa Correia, que favoreceu o pleito de Roberto Rocha Brito. A reunião, presidida por Luiz Gastão Mangabeira Albernaz, contou com as presenças de Joaquim Augusto Negreiros Passos, Eduardo Lane, John Lane, Edwald Merlin Keppke, Max Franco, Irmo Morelli, Adhemar Jürgensen, Horácio Costa Júnior, José Albuquerque, Laércio Lobo de Moraes, Carlos Frazatto Júnior, Nyder Otero, Roque Balbo e Aldo Moscoso. Roberto Rocha Brito foi declarado como sócio fundador e presidente da Vera Cruz Sociedade Civil, por dez votos a favor e quatro contrários. Esse fato resultou na renúncia de John Lane, Eduardo Lane, Roque Balbo e Frazatto Júnior. O imbróglio findou com uma nova eleição e José Álfio Piason, Benedicto da Costa Lima, José de Angelis e Orlando Burgos ocuparam os assentos dos demissionários.

Finalmente, a Assembleia de agosto de 1966 definiu a disponibilização de grande parte das ações do grupo majoritário do Hospital para aquisição dos associados do Plano de Saúde. Na oportunidade houve, também, a renúncia da antiga diretoria do Vera Cruz.

Ousa-se afirmar que esse processo de transformação jurídica de uma sociedade de cotas de responsabilidade limitada para as duas sociedades anonimas mereça a atenção dos estudiosos do direito societário. Primeiro, porque o sistema administrativo praticado durante a sociedade primitiva indica, claramente, a prática do ritual das sociedades anônimas, com deliberações em assembleias de sócios, proporções de votos de acordo com quantidades de cotas, entre outras similaridades. Segundo, porque a Lei Nº 6.404, de 15/12/1976 (sobre as sociedades por ações) legitimou a participação de uma empresa no capital de outra, ao declarar que: a companhia pode ter por objetivo participar de outras sociedades, e acrescentando: ainda que não prevista em estatuto, a participação é facultada como meio de realizar o objetivo social (COMPARATO, 1978, p. 195).

Enfim, a primeira diretoria da Vera Cruz Sociedade Civil foi constituída por Roberto Rocha Brito (presidente), Nyder Otero (superintendente), Irmo Morelli (diretor financeiro), Laércio de Moraes (secretário) e José Piason (diretor científico). Na segunda gestão, eleita em abril de 1968, foi criado o cargo de diretor clínico, ocupado por Nyder Otero, que deixou a superintendência para Joaquim Passos; a direção científica foi assumida por Benedicto Lima e os demais cargos continuaram com os antigos mandatários. Os princípios de um Hospital criado e dirigido por médicos continuou norteando a administração superior.

Ressalte-se que o pioneirismo da medicina de grupo deve ser apreciado ante ao registro de duas experiências anteriores. Essa modalidade de serviços surgiu em função do rápido crescimento do parque industrial da Região Metropolitana de São Paulo, a partir de 1950. Seu objetivo era garantir a suplementação da assistência médica e hospitalar aos trabalhadores. Contudo, não tardou para que as firmas chegassem a Campinas, acompanhando a instalação de empresas como a italiana Pirelli, a alemã Robert Bosch, a francesa Rhodia (Rhône-Poulenc), que se uniram a outras grandes empregadoras nacionais e multinacionais, já sediadas na cidade há tempos. Dentre as mais antigas empresas de medicina de grupo conhece-se a SAMCIL, acrônimo da firma denominada Serviço de Assistência Médica ao Comércio e Indústria Ltda. Registre-se, também, a Sociedade de Assistência à Indústria e o Comércio (SAIC).

O salto dessa modalidade econômica ocorreu no bojo da crise vivida pela previdência social após a promulgação da Constituição Nacional de 1967, que promoveu a unificação dos institutos de previdência e pensões ligados a várias categorias profissionais, formando o antigo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). O controle da assistência médica e hospitalar pelo governo federal não melhorou a qualidade do atendimento à população e a remuneração dos médicos. Estes por sua vez, lutaram por condições favoráveis de trabalho e de salários. A situação culminou com a decisão do governo de dividir e transferir a responsabilidade da assistência dos trabalhadores para entidades de classe e empresas particulares.

O impulso inicial dado à medicina de grupo resultou no surgimento de empresas que representaram as novas orientações para a assistência médica e hospitalar. Muitos planos de saúde disponíveis no mercado atual foram estruturados e preparados como planos comunitários de um sistema de prestação de serviços profissionais, dispostos em forma de cooperativas de médicos. Assim, é certo que a SAMCIL e a SAIC despertaram interesses de empresas concorrentes para o mercado de Campinas. Porém, a classe médica local, liderada pela Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas, estava disposta a explorar e controlar essa atividade econômica. Para isso fundou, em 1971, a Cooperativa UNIMED Campinas.

Ficamos por aqui, pois a partir da criação dessa importante cooperativa houve o desenrolar de vários episódios que merecem atenção do pesquisador na produção de conhecimentos sobre o desenvolvimento dos serviços médicos, uma das mais tradicionais atividades econômicas de Campinas.

Bibliografia e Fontes primárias

ATAS de Reuniões do Conselho Diretor e das Assembleias Ordinárias e Extraordinárias da Sociedade Hospital Vera Cruz Ltda., 1943-1979.
BOLETIM da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas. Campinas, v. 1, n. 1, 1940.
BOLETIM do Syndicato Médico de Campinas. Campinas, v. 1, n. 1, 1935.
CAMILLO, Ema Elisabete Rodrigues e ABRAHÃO, Fernando Antônio. De médico para médico: ideal do Hospital Vera Cruz. Campinas: Fundação Roberto Rocha Brito / CMU, 2001.
COMPARATO, Fábio Konder. Ensaios e pareceres do direito empresarial. Rio de Janeiro: Forense, 1978.
JUABRE, Jeber. Discurso por ocasião do início das atividades da UNIMED Campinas, em 21/07/1971, em Fragmentos de uma luta. Significado de uma vida. Campinas: Rami, 1983(?).
SILVA, Kleber Pinto. A cidade, uma região, o sistema de saúde. Para uma história da saúde e da urbanização em Campinas. Campinas: CMU Publicações, 1996.

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3 comentários

  1. Olá, bom dia! Obrigada, não só pelo envio como pela consideração. Sinto-me, na real, em falta com vc em relação a esse texto mas a vida tomou tais rumos q confesso, não dei conta mesmo. Esse CMU continua a me dar mmuuuiittoo trabalho, em todos os sentidos, como vc tem tido oportunidade de acompanhar. Inclusive estou sabendo do dia 29 e da iniciativa de formalizar apoio ao CMU,  o q já foi comentado até pela Prfª Tereza Artvz atual Coordenadora Geral da Universidade.Também estou gostando de vê-lo assim tão ativo. Parabéns, por tantas iniciativas.Abraço,

    Ema Elisabete  Rodrigues Camillo _______________________________ email: emaerc@yahoo.com.brTelefone: 55 19 3521 5244 CMU – Arquivos HistóricosR. Sérgio Buarque de Holanda, n.800Ciclo Básico I -UNICAMP 13 083-859

    Curtido por 2 pessoas

  2. Valeu Ema, ainda há muitos artigos para publicarmos aqui, na página do Instituto Histórico de Campinas. Assim mostraremos um pouco do largo trabalho que desenvolvemos no CMU.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Ótimo artigo com muitas informações, análises isentas e apresentadas de maneira didática!

    Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

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