Combate da Venda Grande

Allcides Acosta – presidente do CCLA e titular da cadeira 9 do IHGGC.

Convite para a homenagem, junto ao marco do Combate de Venda Grande – Dia 07 de junho, terça-feira, às 9h30h, na avenida Dario Freire Meirelles, altura do número 22 (final da avenida, no canteiro central). Evento integra a história de Campinas. Gostaríamos de contar com a parceria do IHGGC. Na próxima terça-feira, dia 07 de junho, às 9h30, no marco de granito erguido no final da Avenida Dário Freire Meirelles, Bairro Chácara Campos dos Amarais, com a presença de autoridades, representantes de clubes de serviço, instituições de cultura e dos Patrulheiros de Campinas, diretores e conselheiros do Centro de Ciências, Letras e Artes e público em geral acontecerá um ato para relembrar o episódio histórico ocorrido naquela região da cidade, em 1842, portanto, há 180 anos, conhecido como Combate de Venda Grande. Serão oradores, na oportunidade, os diretores do CCLA, Dr. Giovanni Galvão e o conselheiro, Genaro Campoy Scriptore. O evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.
No local, situado entre o atual aeroporto dos Amarais e o Ribeirão Quilombo, deu-se o sangrento combate em que as tropas do Império derrotaram as forças rebeladas no levante iniciado em 17 de maio de 1842, em Sorocaba. Foi a chamada revolução Liberal, sob o comando do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (que pouco antes, em 1831, havia criado a Polícia Militar de São Paulo) e do Padre Diogo Antonio Feijó, que faleceu um ano depois do combate (1843) e que ocupou os cargos de Deputado, Senador, Ministro da Justiça e finalmente Regente do Império de 1835 a 1837.
O movimento liberal ergueu-se contra os conservadores, que vinham aprovando leis que prejudicavam os interesses dos liberais. Estes, então, pegaram em armas dispostos a depor o Governador do Estado, na verdade Presidente da Província, decididos a transferir a capital de São Paulo para Sorocaba, e aclamar Tobias de Aguiar como novo Presidente da Província. Estava em seus planos marchar em direção ao Rio de Janeiro para depor o governo conservador, devolver o poder aos liberais, mantendo-se a monarquia. Entretanto, foram vencidos em Campinas. Nesse combate, o capitão Ituano Boaventura do Amaral, que dá nome hoje a importante rua no centro de Campinas, e dezenas de outros revoltosos, foram mortos pelos comandados do coronel Amorim Bezerra. O Barão de Caxias (posteriormente, Conde, Marquês e finalmente Duque de Caxias) mandou vir do Rio de Janeiro através de Santos tropas com ordens para atacar os paulistas. Tobias de Aguiar foi preso e levado para o Rio de Janeiro. Feijó foi levado para São Paulo e dali para Vitória (Espírito Santo). Foram ambos anistiados em 1844 pelo Imperador Pedro II.
Na região onde houve o combate existia uma construção, onde funcionava uma venda, conhecida por Venda Grande, construída provavelmente em 1802, e que estava quase abandonada depois da morte de seu proprietário, o Major Teodoro Ferraz Leite). No térreo situavam-se os serviços e no andar superior residia a família do Major que era senhor de engenho. O local era então conhecido como Sítio do Teodoro ou Venda Grande. Muitos soldados vitimados foram sepultados em torno da Venda Grande, sendo depois removidos para locais não identificados. Constata-se até hoje o aparecimento de velas e imagens junto ao marco existente.

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