Prefácio de: A história da Maternidade de Campinas

Preface to: History of Maternity Campinas Hospital (SP, Brazil).

Por João Plutarco Rodrigues de Lima* – médico. Sócio fundador e atual sócio emérito do IHGG Campinas.

A idéia de escrever a história da Maternidade de Campinas não é nova. Quando das comemorações do 60º aniversário, em 1973, a Maternidade era presidida por Gilberto Antônio Rodrigues Azenha, e surgiu a sugestão – posteriormente aprovada pela diretoria – de convidar o jornalista Joao Baptista de Já, o Jolumá Brito  para escrevê-la, já que o escritor escolhido tinha uma longa experiência ao completar, em 26 volumes, a sua famosa obra sobre a História de Campinas.

O convite foi aceito e Jolumá começou a coleta de dados para depois dar coerência aos fatos significativos, não só da construção como dos que se referiam aos vultos que, merecidamente, destacavam-se por haver ajudado a erigir esse hospital, que atuou na maioria dos episódios que a cidade viveu, tendo participação na vida médica e social da cidade.

Prefaciando o livro que conta a história de um órgão semelhante à Maternidade, o Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP), o médico e escritor pernambucano Bertoldo Kruse Grande de Arruda lembra que os memorialistas reconhecem como apropriado e dignificante que as sociedades cultuem as suas instituições. O sonho humanístico que materializou a criação da Maternidade de Campinas, quase 50 anos depois se repetiu em Recife e, certamente, em outras cidades do Brasil.

Ao aproximarem-se as comemorações dos 90 anos do hospital (2003), o presidente da atual diretoria, Carlos Alberto Politano, convocou-me para escrever, agora definitivamente, a História da Maternidade de Campinas.

Ao iniciar o exame da documentação, comecei a vislumbrar as enormes dificuldades que teria que enfrentar, devido às múltiplas tarefas que o hospital desempenhou: foi o promotor do constante progresso da Obstetrícia, não só no campo médico como nas funções sociais, gerando mudanças na mentalidade das pessoas e dos poderes públicos e impondo-se como centro de referência nos estudos e nas resoluções dos problemas médicos da mulher; colaborando com a saúde pública nas várias crises, como na epidemia da gripe espanhola; colaborando decisivamente na implantação do ensino médico em Campinas, abrigando a Faculdade de Medicina em seu seio e, logo em seguida, a própria UNICAMP; franqueando aos residentes médicos dessa universidade o treinamento nas especialidades de ginecologia e obstetrícia e, finalmente colaborando com a Prefeitura de Campinas na solução do antigo terminal rodoviário.

As dificuldades nas pesquisas foram amenizadas graças à compreensão e à solidariedade das seguintes pessoas: Marco Aurélio Mattallo Pavani, então diretor da Rede Anhanguera de Comunicação, que permitiu o uso do acervo do Diário do Povo e pelo diretor do Arquivo Jornalístico, Antônio João Boscolo; da bibliotecária do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), a saudosa Maria Luiza Pinto de Moura, cujo rico acervo nos permitiu conhecer a coleção de relatórios da Maternidade de Campinas desde 1915 até 1940; de Sandra Cassanigra, bibliotecária da Maternidade de Campinas, que reuniu o arquivo fotográfico, histórico do hospital e da coleção de recortes de jornais das diversas campanhas de construção da Nova Maternidade; do então Secretário de Planejamento da Prefeitura – economista Osvaldo Luiz de Oliveira, de Jorge Nicolau e de Geraldo Mendes pelo fornecimento de cópias da planta da Maternidade velha e suas modificações na década de 1940; de Adir Moura Ferreira e a arquiteta Elisangela E. Verano da PRATEC, pela recomposição daquelas plantas com documentação fotográfica; de Fortunato Antônio Badan Palhares e Eduardo Veríssimo, pela fotografia e cópias de jornais e fotos antigas; de Ema Elizabete Rodrigues Camillo, do Centro de Memória – UNICAMP, pelo exame e fotografia de documentos raros dos fundadores da Maternidade; de Roselena Scarpelini, da Biblioteca do Centro de Memória – UNICAMP; de Rosely de Souza que, pacientemente, digitou todas as Atas da Diretoria e das assembleias gerais desde a fundação, 1913, até 1970; do então vereador Carlos Francisco Signorelli, que nos autorizou as pesquisas nos arquivos da Câmara Municipal; ao colega e amigo Vital Maria da Costa Lira, pelo envio do Recife de materiais que ajudaram a elaboração do texto; aos colegas Arthur Canguçu de Almeida, José Alfio Piason e Orlando Burgos, pelos depoimentos prestados ao autor.

* in memoriam: Dr. Plutarco foi, além de médico renomado, membro da Academia Campinense de Letras, Secretário de Saúde e Secretário de Cultura e Turismo em várias gestões municipais.

Referência Bibliográfica: 

LIMA, João Plutarco Rodrigues de. A história da Maternidade de Campinas. Campinas: Komedi, 2013.

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